segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Unesco quer reativação do sistema educacional no Haiti

Agência da ONU afirmou que as três universidades da capital Porto Príncipe e o edifício do Ministério da Educação estão praticamente em ruínas; Unesco está buscando recursos para três projetos educacionais avaliados em US$1,9 milhão, quase R$3,5 milhões.

Crianças sem escola

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, afirmou que o sistema educacional no Haiti foi severamente afetado pelo terremoto de 12 de janeiro.

Segundo a agência da ONU, pelo menos metade das 15 mil escolas de ensino primário e das 1,5 mil de nível secundário foram danificadas ou destruídas.

Ruínas

A Unesco também afirmou que as três universidades da capital Porto Príncipe e o edifício do Ministério da Educação estão praticamente em ruínas.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura enfatizou que já enviou equipe de emergência para auxiliar nos esforços humanitários no país e que está buscando recursos para três projetos educacionais avaliados em US$1,9 milhão, quase R$3,5 milhões.

As iniciativas teriam enfoque na reativação imediata do ensino escolar e no fornecimento de educação de emergência de qualidade para os haitianos.

A Unesco disse ainda que pretende treinar professores e profissionais do setor na conscietização de desastres, dar assistência psicológica para estudantes de ensino médio e universitários, e educar autoridades com treinamento básico de planejamento e gestão de emergência.

Conferência em Montreal reúne países para analisar situação do Haiti

Participam da reunião a administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, Helen Clark, o coordenador humanitário da ONU, John Holmes, além de outras autoridades, como o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.



Representantes das Nações Unidas estão reunidos nesta segunda-feira em Montreal, no Canadá, com ministros de 12 países, funcionários do Fundo Monetário Internacional, FMI, e outras agências da ONU para debater as doações de emergência e o futuro do Haiti, quase duas semanas após o terremoto.

O encontro, intitulado 'Amigos do Haiti', vai dar prioridade à coordenação humanitária na ilha caribenha após o tremor de terra que, segundo o governo do país, deixou 100 mil mortos e três milhões de pessoas afetadas.

Compromisso
Participam da reunião a administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, Helen Clark, o coordenador humanitário da ONU, John Holmes, o atual chefe da Missão no Haiti, Minustah, Edmond Mulet, além de outras autoridades, como o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.

A administradora do Pnud, Helen Clark, declarou antes do encontro que é importante que exista um compromisso para financiar todos os aspectos do apelo humanitário lançado pelas Nações Unidas, incluindo os primeiros esforços de recuperação no país.

Ela também afirmou que o plano de reconstrução no Haiti deve incluir a capacidade do governo, infraestrutura pública e residências programadas para a gestão de risco de desastres.

Recursos
Os recursos devem ser destinados para a população mais afetada pela catástrofe.

O Pnud iniciou semana passada programa de pagamento de dinheiro para haitianos que ajudem nos esforços de recuperação do país, como retirada de entulho e reparos nas ruas.
Segundo a agência da ONU, seis mil pessoas já estariam sendo beneficiadas pela iniciativa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ban: Tamanho do desastre no Haiti está mais claro

Ban Ki-moon pediu aos países membros, durante reunião na Assembleia Geral, mais contribuições ao apelo humanitário de US$575 milhões, R$1 bilhão, para o Haiti; ele disse que US$334 milhões, quase R$600 milhões já foram recebidos.



Ban Ki-moon

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta sexta-feira que o tamanho do desastre no Haiti está mais claro, dez dias após o terremoto.

Em pronunciamento na Assembleia Geral em Nova York, Ban afirmou que, segundo estatísticas do governo haitiano, pelo menos 75 mil pessoas morreram no desastre, 200 mil ficaram feridas e um milhão não tem onde morar.

Destruídos

Ele ressaltou que as equipes de resgate conseguiram retirar 123 pessoas vivas dos escombros, que as buscas continuam e as prioridades agora são assistência humanitária, segurança e o futuro da população.

O Secretário-Geral agradeceu a contribuição de tropas de países da América Latina, como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai, e outras regiões do mundo pela resposta espontânea de apoio para o pedido de mais policiais e militares para a Missão da ONU no país, a Minustah.

Ban Ki-moon enfatizou que o governo haitiano foi fortemente atingido pelo terremoto, com infraestrutura em colapso, ministérios, escolas e presídios destruídos. Ele afirmou que mais de 4 mil prisioneiros escaparam da penitenciária nacional de Porto Príncipe.

Pagamento

Ele também lembrou que 70 funcionários da ONU morreram na tragédia e 146 continuam desaparecidos. Ban enfatizou que as Nações Unidas devem continuar ajudando na reconstrução do país.

O Secretário-Geral disse que a ONU está buscando US$41 milhões, mais de R$70 milhões para apoiar a iniciativa 'Dinheiro por Trabalho', lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.

Segundo Ban Ki-moon, o projeto prevê pagamento de US$5, cerca de R$9, a haitianos que ajudem na retirada de entulhos das ruas, em demolições, reconstrução, entrega de material de assistência e acampamentos para sem teto.

Ele também pediu aos países membros mais contribuições ao apelo humanitário de US$575 milhões, R$1 bilhão, para o Haiti. Ban disse que US$334 milhões, quase R$600 milhões já foram recebidos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Hora no mundo

O analfabeto político

Berthold Brecht

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

(Berthold Brecht)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Alvin e os Esqlos 2 fica em primeiro lugar nas bilheterias


No fim de semana de estreia, de 8 a 10 de janeiro, o filme "Alvin e os Esquilos 2" levou aos cinemas mais de 650 mil pessoas e ficou em primeiro lugar no ranking brasileiro de público e renda.

Desde o dia 25 de dezembro, o longa acumula público de mais de 1,1 milhão de espectadores no mundo e bilheteria de R$ 8,9 milhões, a segunda maior abertura do filme no mundo, exceto nos Estados Unidos.

Com pré-estreias realizadas desde o dia 25 de dezembro, "Alvin e os Esquilos 2" tornou-se a terceira maior abertura da distribuidora Fox no Brasil, atrás somente de "A Era do Gelo 3" e "X-Men Origens: Wolverine".

Fonte: EBand/Redação
Foto: EBand.
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